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Cultura de segurança dos Utentes

Introdução

O SNS, na sua atuação, deve ser pautado por vários princípios, sendo um deles o da qualidade, com base na evidência, realizados de forma humanizada, com correção técnica e atenção à individualidade da pessoa. A ocorrência de incidentes de segurança durante a prestação de cuidados de saúde é uma realidade dos sistemas de saúde modernos. A implementação de políticas e estratégias que reduzam estes incidentes, uma parte dos quais é evitável, é reconhecida, internacional e nacionalmente, como conducente a ganhos em saúde e constitui hoje uma aposta inequívoca em saúde.

A promoção da segurança do doente requer um esforço coordenado e persistente de todas as partes interessadas e uma abordagem sistémica, contínua e promotora da segurança e cultura de segurança, assente numa lógica não punitiva e de melhoria contínua.

Objectivos

Implementar de processos de melhoria de contínua da qualidade dirigidas à segurança dos utentes, nos termos do Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2021-2026 (DGS), publicado pelo Despacho nº 9390/2021 de 24 de setembro.;

Procedimento

Cultura de Segurança do Ambiente interno:

Adesão às medidas institucionais para o aumento da cultura de segurança do ambiente interno (p.ex. formação na área da segurança dos utentes).

Segurança da Comunicação

Após a alta hospitalar de um utente, os profissionais devem aceder às notas de alta das entidades hospitalares de referência disponíveis; Os profissionais da USF devem cumprir o procedimento interno sobre transição segura de cuidados.

Segurança na utilização da medicação

Os profissionais da USF cumprem procedimento sobre reconciliação terapêutica.

Prevenção da ocorrência de quedas

Os médicos e/ou enfermeiros de família avaliam o risco de queda (Escala de Morse) aos utentes com mais de 65 anos e outros utentes com alteração do grau de dependência, atuando de acordo com o grau de risco, ajustando o plano de cuidados e ensinos para a saúde à situação específica do utente:

  • Sem risco: reavaliação anual;

  • Baixo Risco: reavaliação semestral;

  • Alto Risco: reavaliação semestral

Prevenção das úlceras por pressão

Os enfermeiros de família devem avaliar o risco de úlcera por pressão (Escala de Braden e Braden Q) aos utentes no domicílio, atuando de acordo com o grau de risco, ajustando o plano de cuidados e ensinos para a saúde à situação específica do utente:

  • Baixo Risco: reavaliação anual

  • Alto Risco: reavaliação semestral

Prática sistemática de notificação, análise e prevenção de acidentes

Os profissionais de saúde aderem à notificação dos incidentes no Notific@, através do preenchimento do formulário https://www.dgs.pt/formulario-notifica.aspx registando o mesmo em Diário de Bordo.

Prevenção e controlo das infeções e resistências aos antimicrobianos

Os profissionais de saúde (médicos) devem cumprir as boas práticas na prescrição de antimicrobianos

Auditoria

Periodicidade: semestral / anual

  • Pelo menos uma sessão de formação / partilha neste âmbito (anual)
  • Auditorias aleatórias a pelo menos 2 processos clínicos onde se deve observar o cumprimento dos procedimentos de transição segura dos cuidados e reconciliação terapêutica;
  • Auditorias aleatórias a pelo menos 2 processos clínicos onde se deve observar o cumprimento dos procedimentos de prevenção da ocorrência de quedas;
  • Auditorias aleatórias a pelo menos 2 processos clínicos onde se deve observar o cumprimento dos procedimentos de prevenção das úlceras por pressão;
  • Pelo menos 1 notificação de incidentes no Notific@ (anual);

Gestores do procedimento

  • Mário Martins
  • Carmem Freitas
  • Irene Jorge

Registo de alterações

Revisão Aprovação Motivo de revisão Validade Autor
1 31/08/2022 Versão inicial 31/12/2024